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Uma Banda formada por um grupo numeroso, mas seleto, de CEOs multimilionários encontra-se a cada três meses no 85º andar de um edifício de Manhattan. O objetivo dos encontros é almoçar e discutir sobre coisas. Num de seus últimos almoços, a Banda aprovou a formação de um instituto de investigação científica, o ISEAC (Instituto Superior de Estudos Avançados sobre Coisas) que, entre outras coisas, adotou um programa de trabalhos sobre os cata-ventos genuínos, isto é, aqueles cata-ventos que efetivamente catam os ventos, e não aqueles que simplesmente se deixam guiar por eles. Em volta desta agenda de enorme importância para a Humanidade, vários personagens vivem, sonham, agitam-se, amam-se, cometem crimes. Entre esses personagens estão o Maldito Pintor!, que os leitores terão encontrado no romance anterior, e sua deliciosa amante - e, depois, esposa - Ermelinda Doze, ou melhor, Treze, igualmente imigrada do Livro III desta Saga. É provável que este Livro IV da Saga dos Pintores Malditos seja o mais dramático da série, mas é cedo talvez para o afirmar, pois ainda falta o Livro V, último da saga, que está por escrever.
Efetivamente, há quase de tudo neste romance, o que agradará até os/as leitores/as mais reticentes, incluindo aqueles/as que se incomodam com alguns dos inconvenientes que NPdC por vezes causa em seu redor. Com efeito, é inteiramente verdade que ele não sabe cozinhar. E é também verdade que ele se recusa obstinadamente a aderir às redes sociais. Mas, caras/os leitoras/es, podem crer em mim: nenhum desses defeitos retira valor e profundidade às lições de natureza sócio-política, filosófica e artística que este romance encerra.
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