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A consciência é um produto do cérebro ou o fundamento do real? Existe liberdade genuína ou tudo está submetido à necessidade? Por que, após séculos de filosofia, esses problemas continuam a reaparecer? Esta obra propõe que tais impasses não são limites inevitáveis do pensamento, mas efeitos de um ponto de partida ontológico mal situado. Em vez de iniciar pela oposição entre mente e matéria, o livro propõe uma reorientação rigorosa da metafísica, compreendendo o ser como consciência em ato - não como epifenômeno cerebral, nem como princípio místico, mas como estrutura originária da realidade. Sob esse novo eixo, a história da filosofia reaparece de modo convergente. Platão e Plotino, Spinoza e Leibniz, Kant, Hegel e Nietzsche, Whitehead e Deleuze - assim como a metafísica e a filosofia da mente contemporâneas - são relidos como perspectivas distintas de um mesmo esforço ontológico fundamental. A obra enfrenta ainda a questão do karma e da moralidade, rejeitando tanto a retribuição mística quanto o determinismo indiferente. Não há karma como lei transcendental, mas consequências metafísicas reais, ligadas aos modos de fragmentação e integração da consciência.