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Há cerca de 300 milhões de anos, as plantas e as árvores cresciam em pântanos que cobriam grande parte da terra. Após a morte da vegetação e a acumulação de lodo e de outros sedimentos, juntamente com os movimentos da crosta terrestre (conhecidos como movimentos tectónicos), estes pântanos e turfeiras ficavam soterrados, muitas vezes a grandes profundidades. Com o soterramento, o material vegetal seria sujeito a altas temperaturas e pressões geradas pelas forças tectónicas na terra. Em suma, o carvão é o resíduo alterado da vegetação pré-histórica que se acumulou originalmente em pântanos e turfeiras. A formação do carvão começou há cerca de 360 milhões a 300 milhões de anos ("mya"), durante um período que os geólogos designam por Período Carbonífero. O carvão é classificado como uma fonte de energia não renovável porque leva milhões de anos a formar-se. A energia que obtemos atualmente do carvão provém da energia que as plantas absorveram do sol através da fotossíntese, há milhões de anos. Depois de as plantas morrerem, esta energia é libertada à medida que as plantas se decompõem.