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Em um país fictício que se orgulha de suas instituições, o poder deixa de agir pela força e passa a operar pela interpretação.
Supremo é um romance de ficção política alegórica que acompanha a ascensão silenciosa de um Tribunal constitucional que, sob o discurso da defesa da democracia, transforma decisões excepcionais em rotina. Aos poucos, processos perdem o rosto humano, a Constituição passa a ser citada de forma seletiva e o medo se torna um elemento normal da vida pública.
A história se desenvolve a partir de personagens comuns - jornalistas, técnicos, assessores e cidadãos anônimos - que percebem que o sistema não precisa mais convencer, apenas enquadrar. Discordar passa a ser confundido com ameaça, e o silêncio, com virtude cívica.
Sem mencionar nomes, datas ou fatos reais, o livro constrói uma realidade ficcional inquietantemente familiar, em que interpretar passa a significar criar, e governar já não exige voto.
Narrado em terceira pessoa, com linguagem literária e atmosfera densa, Supremo não oferece heróis nem soluções fáceis. O sistema não cai - ele sangra. E o que resta não é a revolução, mas a consciência.